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Tularemia

A Francisella tularensis, bactéria causadora da Tularemia, é um dos microrganismos com maior infectividade.

é uma doença de roedores, que ocorre naturalmente na América do Norte, Eurásia e Venezuela. Não existem casos descritos no Brasil. é uma doença ocupacional de caçadores, açougueiros e técnicos de laboratório.

Formas de Contaminação
é adquirido por picada de insetos (carrapatos e mosquitos) infectados, manipulação de tecidos ou fluídos animais contaminados, pelo contado direto ou ingestão de água ou alimentos contaminados, contato com solo ou inalação de aerossóis ou por gotículas respiratórias dos pacientes que desenvolvem a forma pulmonar.

Sintomatologia
Os sintomas começam subitamente 1 a 10 dias (geralmente 2 a 4 dias) após o contato com a bactéria. Os sintomas iniciais incluem a cefaléia, a náusea, o vômito, a febre de até 40 °C e o intenso esgotamento. O indivíduo apresenta fraqueza extrema, calafrios recorrentes e sudorese profusa. Em 24 a 48 horas, aparece uma bolha inflamada no local da infecção (geralmente em um dedo da mão, em um braço, em um olho ou no palato), exceto nos tipos glandular e tifóide da Tularemia. A bolha enche-se rapidamente de pus e rompe, formando uma úlcera. Sobre os membros superiores e inferiores pode aparecer uma única úlcera, enquanto que na boca e nos olhos comumente surgem múltiplas úlceras.

Geralmente, apenas um olho é afetado. Os linfonodos em torno da úlcera aumentam de volume e podem produzir pus, o qual, posteriormente, é drenado.

Os indivíduos com pneumonia tularêmica podem apresentar delírios. Contudo, a pneumonia pode causar apenas sintomas leves, como a tosse seca que produz uma sensação de queimação na região central do tórax. Em qualquer momento durante a evolução da doença, pode ocorrer uma erupção cutânea.

Profilaxia - Medidas Preventivas
Medidas contra os vetores: exterminação dos ratos domésticos; medidas gerais preventivas contra a proliferação de ratos nos portos, navios, docas, armazéns, esgotos, plantações e paióis; exterminar as pulgas e carrapatos através de inseticidas.

Medidas Pessoais: isolamento rigoroso do doente; quarentena para os comunicantes; proteção para indivíduos expostos; quimioprafilaxia; vacinação.

Medidas Internacionais: notificação imediata e obrigatória às autoridades sanitárias locais, aos países vizinhos e a OMS; fiscalização rigorosa de todos os meios de transporte e mercadorias procedentes da zona afetada pela doença; quarentena e vigilância dos viajantes que procedem da mesma zona afetada.

Bibliografia
www.ccih.med.br