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Leptospirose ou icterícia hemorrágica
Essa é umas das importantes doenças transmitidas pelos animais ao homem (zoonoses). A leptospirose, também conhecida como "doença do xixi do rato", é causada por uma bactéria, a Leptospira interrogans, um microorganismo que penetra através da pele e das mucosas (boca, narinas, olhos, etc.) em contato com águas ou lama contaminadas, em ocasião de enchentes, mas também pode ser ingerido junto com água e alimentos contaminados. É uma doença infecciosa febril, aguda, potencialmente grave. |
Formas de Contaminação
O rato de esgoto (Rattus novergicus) é o principal responsável pela infecção humana, em razão de existir em grande número e da proximidade com seres humanos. A L. interrogans multiplica-se nos rins desses animais sem causar danos, e é eliminada pela urina, às vezes por toda a vida do animal. O homem é infectado casual e transitoriamente, e não tem importância como transmissor da doença. A transmissão de uma pessoa para outra é muito pouco provável. A L. interrogans eliminada junto com a urina de animais sobrevive no solo úmido ou na água, que tenham pH neutro ou alcalino. Não sobrevive em águas com alto teor salino.
A L. interrogans penetra através da pele e de mucosas (olhos, nariz, boca) ou através da ingestão de água e alimentos contaminados. A presença de pequenos ferimentos na pele facilita a penetração, que pode ocorrer também através da pele íntegra, quando a exposição é prolongada.
Sintomatologia
Os primeiros sintomas são: fraqueza, dor no corpo, dor de cabeça e febre, sendo que, às vezes, a doença é confundida com uma gripe ou outras viroses. Com o aumento da febre podem ocorrer calafrios, vômitos, mal-estar, dor na batata das pernas (panturrilhas), fortes dores na barriga e também o aparecimento de cor amarelada na pele (icterícia).
O agravamento da doença pode provocar diminuição ou ausência da produção da urina (insuficiência renal), problemas respiratórios, hemorragias e confusão mental, podendo levar à morte.
Profilaxia - Medidas Preventivas
Colocar o lixo doméstico em sacos plásticos, mantendo-o distante de casa e do chão, até seu recolhimento pelo lixeiro ou outra destinação adequada.
Não acumular entulhos nos quintais, pois os ratos se escondem nestes locais.
Manter terrenos baldios e margens de córregos limpos e desmatados.
Manter as caixas d’água, ralos, fossas, caixas de esgoto, etc, sempre bem tampadas e vedadas, impedindo a entrada de ratos.
Eliminar o máximo possível as chances dos ratos se alojarem em buracos de paredes, rodapés, vãos de telhados, etc
Sempre que possível, evitar o contato direto com água ou lama de enchentes, esgotos ou outros locais de risco. Nessas situações, usar luvas, botas ou outros tipos de proteção, como sacos plásticos amarrados nos pés e nas mãos.
Usar água sanitária ou cloro misturado em água para limpeza geral, principalmente nos locais que sofrem inundações.
Bibliografia
www.saude.rj.gov.br/Guia_sus_cidadao/pg_54.shtml