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Hantavirose

A hantavirose é uma doença provocada pelo hantavírus encontrado em ratos silvestres. Esses ratos vivem nas áreas rurais, onde foram registrados os casos da doença. Nenhum outro animal, mesmo ratos da cidade, como camundongos e ratazanas, transmite esse vírus. Sua ocorrência se deve principalmente a distúrbios ecológicos, destacando-se desmatamentos, alterações em ecossistemas associados ao comportamento econômico, social e cultural do homem. A virose surge como um importante problema de saúde pública tanto em zonas rurais como em zonas urbanas.

Formas de Contaminação
Os ratos contaminados eliminam o vírus pela urina, fezes e saliva. A contaminação de pessoas acontece quando se inspira poeira, aerossóis contaminados, excrementos de roedores (diretamente ao colocar a mão em local contaminado e levar a mão à boca ou indiretamente através de água e alimentos contaminados), mordedura de roedor contaminado, contato direto com mucosas (olhos, boca) e por escoriações na pele, principalmente de trabalhadores rurais sem vestimenta apropriada (sandálias, bermudas, etc.).
A ingestão de água, alimentos contaminados, machucados na pele, mordedura dos roedores e o contato do vírus com a mucosa também transmitem a doença. A transmissão do vírus ao homem se dá de diferentes formas, tais como inala aerossóis contaminados, excrementos de roedores (diretamente ao colocar a mão em local contaminado e levar a mão à boca ou indiretamente através de água e alimentos contaminados), mordedura de roedor contaminado, contato direto com mucosas (olhos, boca) e por escoriações na pele, principalmente de trabalhadores rurais sem vestimenta apropriada (sandálias, bermudas, etc.).

Sintomatologia
Febre, dor no corpo, vômitos e dores nas costas, dor de cabeça, tosse e náuseas. A Hantavirose pode ser confundida com outras doenças. Os vírus atacam principalmente o pulmão e os rins, podendo causar síndrome pulmonar em humanos (SPH).

Sintomas para constatação:
Febre: 1º ao 5º dia de doença
Indisposição: 1º ao 2º dia
Calafrios: 1º ao 2º dia
Dor de cabeça: 1º ao 2º dia
Falta de ar moderada: 3º ao 5º dia
Diarréia: 3º ao 5º dia
Falta de ar grave: 4º ao 10º dia
Pressão baixa: 5º ao 7º dia
Taquicardia: 5º ao 7º dia
Pulmões cheios de líquido: a partir do 10º dia

Profilaxia - Medidas Preventivas
A pessoa que apresentar tais sintomas deve procurar um centro de saúde, para que médicos capacitados possam identificar o problema, e solucioná-lo, já que é uma enfermidade que apresenta alta mortalidade e não existe um tratamento específico para Hantavirose, e sim um tratamento sintomático. O período de incubação é de 5 a 42 dias.

Controlar a presença de roedores, fechando aberturas, desmatando cerca de 50 metros ao redor das casas, evitar alimentos expostos;

Manutenção dos ambientes limpos, evitando deixar alimentos expostos e no chão, colocando-os em embalagens hermeticamente fechadas em prateleiras. No caso de sacos de grãos em chácaras, não deixá-los encostados na parede, sempre em pé e bem fechados;

Antes de iniciar a limpeza de abrigos que ficaram por longo tempo fechado, primeiramente abrir as janelas e deixar ventilar por aproximadamente 1 hora, e em seguida molhar o local (usar água com hipoclorito de sódio, e deixar agir por meia hora) antes de varrer, pois o vírus pode permanecer na poeira, evitando-se assim, sua inalação, e ao terminar lavar bem as mãos com água e sabão.

Salientando que o manipulador deverá usar vestimenta adequada (luvas e botas de borracha, macacão fechado, máscara protetora, óculos de proteção e chapéu);

Garantir a coleta e o destino adequados do lixo;

Não se recomendam ações de extermínio/caça aos roedores, pois isso pode causar um desequilíbrio desta população, levando a movimentações e mudanças de hábitos que aumentam o risco de exposição humana aos excrementos.

Bibliografia
www.sa.df.gov.br/hantavirose.htm
www.saudeemmovimento.com.br/